Você está em: Home >>>> Profissionais de Saúde >>>> Revista Médica >>>> Número 35 - Volumes 3 e 4 >>>> Tema Oral - Acroceratose Verruciforme de Hopf
Queiroz, D. C., Costa; A. G., Paiva, Y. M., Gonçalves; Veras Fº, D.L.
A Acroceratose Verruciforme de Hopf é uma genodermatose rara que se desenvolve na infância, sendo também descrito seu início na idade adulta. As lesões se caracterizam por pápulas planas na convexidade superior, cor da pele à marrom, tipicamente no dorso das mãos e pés. As lesões podem se estender para pernas e antebraços. Nas palmas e plantas podem mostrar depressões cobertas por material córneo com forma de cabeça de alfinete. É característica a ausência de lesões na face, couro cabeludo e outras áreas seborreicas
Seus achados clássicos na histopatologia são hiperceratose, acantose, papilomatose com elevações da epiderme em torre de igreja, ausência de fenda acantolítica e atipia celular. A terapêutica é frustra, incluindo modalidades destrutivas como nitrogênio líquido, excisão com shaving, ablação com lazer de CO2. As recorrências são freqüentes. Na grande maioria das vezes o uso de tretinoína mostra-se in-efetivo.
Os autores apresentam um caso de uma paciente de 33 anos com doença de Graves, asma e HAS queixando-se do aparecimento de pápulas acastanhadas no dorso dos pés e das mãos iniciadas há 1 ano que apresentaram aumento progressivo em número. No exame clínico há presença de exoftalmia.
O exame histopatológico foi compatível com Acroceratose Verruciforme de Hopf. Diante do diagnóstico foi iniciado ácido retinóico 0,1% creme à noite (tópico), creme de uréia a 10% durante o dia – tópico. A paciente evoluiu com melhora discreta da coloração e iniciará crioterapia com nitrogênio líquido.
O motivo da apresentação é sua raridade e sua demonstração clínica.
O Serviço de Dermatologia do H.F.S.E.. têm ampla experiência em casos raros de patologias dermatológicas.
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