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Kimura, A.K.; Coelho, R.; Coimbra, E.; Serrano, C.J.D.; Rezende,J.H.C.
No início da década de sessenta, silicone líquido purificado foi usado por médicos para aumentos faciais e de mama. No entanto, o silicone líquido injetado sofria com o efeito da força da gravidade com perda do efeito de aumento com o passar do tempo. Além da migração do material, outras alterações foram descritas pelo uso desta substância como: siliconomas, infecções, reações inflamatórias crônicas, enduração e extrusão do corpo estranho; sendo seu uso proibido. Relatamos 2 casos de pacientes submetidas à injeção de silicone líquido industrial (associado a óleos vegetais e minerais) na face por esteticistas, evoluído com alterações em tecidos moles, minimizados ao serem submetidas à cirurgia plástica reparadora.
Relato de Caso 1 – D.J.M., 31anos, branca, solteira, realizou a injeção de silicone líquido industrial com finalidade estética nas regiões malares e no lábio inferior há 6 anos (1995). Evolui com processo inflamatório crônico, exteriorizado por edema, dor e hiperemia local recidivante além da deformidade local, responsável por privações do convívio social, estigma da deformidade, vergonha e medo do silicone induzir suposta carcinogênese.
Relato de Caso 2 – D.F.C., 37 anos, branca, divorciada, realizou a injeção de silicone líquido industrial na região frontal com o objetivo de elevar o supercílio há 6 anos (1995). Apresentou após alguns meses alterações do contorno facial obtido devido migração do silicone injetado para a região de pálpebras superiores bilateralmente. Associado refere sensação de peso palpebral, dores locais com edema recidivante e cefaléia. Esta paciente também relata a vergonha e as privações do convívio social, além da necessidade constante de justificar os precoces sinais de envelhecimento decorrentes da queda do supercílio.
Ambas as pacientes foram submetidas à correção cirúrgica das deformidades e exerese do tecido fibroso com processo inflamatório crônico que continha partículas de silicone encapsuladas. O silicone líquido injetável teve seu uso proibido pela medicina desde a década de 80, mas continuou sendo usado por esteticistas e charlatões estimulados pela fácil obtenção do silicone industrial não purificado no comércio e as aplicações sem a necessidade de cirurgia, acarretando seqüelas físicas e psicológicas nas pacientes. O tratamento cirúrgico com a minimização das deformidades e exerese parcial dos tecidos acometidos reflete não somente em uma melhora estética como na auto-estima destas pacientes.
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