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A ENDOCRINOLOGIA NO H.S.E.

Fábio Cupertino Morínigo

A indispensável divisão do trabalho científico gerou a especialização, cada vez mais imperiosa, em campos cada vez mais restritos. Relembre-se aqui a velha imagem de que o estudo da árvore impede a visão da floresta, ÁLVARO FRÓES DA FONSECA.

HISTÓRIA

Sua história é a própria história da Clínica Médica: difusão da compreensão da responsabilidade do médico, gerando conhecimento científico ensinando-o aos outros. Usar o conhecimento em benefício da saúde do indivíduo ou de toda a comunidade. Ver a moral e a ética de cada ato médico afetando o ser humano.

A Clínica Médica iniciou-se com o primeiro organograma do H.S.E. em abril de 1947. Foi nomeado para a Chefia de Serviço o Dr. João Garcia de Almeida Júnior, para Chefia de Clínica o Dr. Theobaldo Vianna, para as Sub-Chefias de Clínica o Dr. Aloysio de Salles Fonseca e o Dr. Oscar Ferreira da Silva Júnior. Inicialmente o Serviço funcionou como Clínica Médica no sentido lato, porém alguns já mostravam preferência por determinadas especialidades. Demonstraram suas preferências pela Endocrinologia os Drs. Bento C. Coelho, José Procópio do Valle e Athos Gomes de Freitas, que iniciaram ambulatórios especializados.

Em setembro de 1950, por iniciativa de Procópio do Valle, com a colaboração dos Profs. Waldemar Berardinelli e Clementino Fraga Filho e dos Drs. José Scherman, Francisco Arduíno, Heitor Felix Ferreira e Nelson Nogueira, fundou-se a Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio de Janeiro. Em 1954 fundiu-se com a de São Paulo surgindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Entre seus fundadores encontravam-se Athos Gomes de Freitas, Evilásio Sérvulo Velloso, José Afonso C. Escosteguy, João Garcia de Almeida Jr., Jayme Landman, e Theobaldo Vianna, todos integrantes do estafe da Clínica Médica. Também foram Sócios-Fundadores Alvary de Castro, Cláudio Goulart de Andrade, Jorge D. Martins, Lincoln Vieira da Silva, Mariano de Andrade, Paulo Aranha, Paulo Barros, Raimundo de Brito, Cláudio G. Naylor, integrantes de outros Serviços do H.S.E..

Foto dos Integrantes Setor de Endocrinologia datada de 1950Confraternização em 1950 - Acima: Garcia Jr., Paulo Dias da Costa, Aloysio Salles, Flávio San Juan, Athos de Freitas, Gabriel Gitahy de Alencar, J. Procópio do Valle, Duvid Bilenchi, Evilásio Veloso. Linha abaixo: Oscar Ferreira Jr., Jayme Landman, Aloysio Franchini de Mello, Zaly Câmara, Ladislau A. Somogyl, Gyl Fortes, Wilson Batalha, José Rodrigues as Silva e N.I.

Nesta fase inicial, durante alguns anos funcionou no 4º andar: a Clínica Médica, a Cardiologia, a Neurologia, a Dermatologia e, em algumas ocasiões, internava-se também pacientes da Pediatria. Semanalmente realizavam-se reuniões conjuntas para discussão e estudos de casos, com a presença de todas as chefias dos Serviços. A maior atividade era ambulatorial, uma vez que havia poucos leitos para internação. Em 1949 já se publicaram as primeiras experiências do H.S.E. com diabéticos.

Hans Selye, sistematizador e popularizador da Síndrome de Estresse ou Síndrome de Adaptação, Professor de Endocrinologia na Universidade de Montreal, Canadá, permaneceu no H.S.E., durante um mês, ministrando um Curso de Endocrinologia e também acompanhando o trabalho ambulatorial. Manifestou sua satisfação em contribuir com a idéia de fundação da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio de Janeiro, e seu entusiasmo em poder ajudar aos mais jovens dizendo da necessidade da confiança em si próprio, que ajudaria a vencer dificuldades e a não ter medo da insegurança. "Deve-se entrar para a ciência com idéias de megalomania e com o propósito de contribuir para que as pesquisas tornem-se ciência aplicada à medicina prática."

Nessa época Bernardo Houssay, médico argentino, Prêmio Nobel de Medicina de 1947, com trabalhos acerca da hipófise, em conferência no H.S.E. destacou o acerto da inclusão das palavras Endocrinologia e Metabologia, como nome da nova Sociedade, uma vez que a Endocrinologia é de fato uma ciência do metabolismo, cada vez mais importante e indivisível.

O Prof. Garcia Jr. chefiou o Serviço por oito anos. Assumiu a Chefia de Serviço, em abril de 1955, o Dr. Theobaldo Vianna dizendo: "Os médicos que aqui labutam vieram para atender e curar, e não apenas para estudar e aprender, (...) muito mais eficientemente curarão e atenderão, se não relegarem a plano secundário os interesses de sua própria cultura médica. Aqui o lema não poderá ser evidentemente o de aprender trabalhando, mas certamente o de trabalhar aprendendo; desta forma não fugiremos às finalidades precípuas do hospital, nem descuraremos da nossa formação cultural."

"(...) cumpre-nos na prática não medir esforços no sentido de obter os meios necessários a que o Serviço de Clínica Médica seja dotado de unidades especializadas, e estas suficientemente aparelhadas para bem se desincumbirem das suas finalidades próprias".

José Procópio do Valle esteve no Canadá, na Universidade de Toronto, e nos Estados Unidos, na Harvard University, no Peter Bent Hospital, em Boston. Freqüentou as reuniões da Clínica Joslin, onde se encontrava Francisco Arduíno. Aperfeiçoou-se em Endocrinologia e Diabetes.

Bento Coelho esteve no Presbyterian Hospital, em Nova Iorque, trabalhando com o Prof. Sidney C. Werner, Chefe da Unidade de Tireóide, Professor de Clínica Médica da Universidade de Colúmbia, sob a chefia do Prof. Robert Loeb. Quando de sua saída, em 1955, recebeu uma Placa, de Homenagem, como o melhor médico latino que até então por lá passara.

Em abril de 54, através de um convênio com o Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi criada uma Unidade de Biofísica, para: a utilização de radioisótopos, realização de eletroforese, supercentrifugação, e utilização de outras técnicas, integrada pelos Drs. Carlos Chagas Filho, Reynato Sodré Borges, Mário Mesquita e Aloysio de Salles Fonseca. Em 1957, na Unidade de Biofísica, foi criado o setor de Radioisótopos regulamentando-se seu funcionamento por um Comitê chefiado por Máximo Medeiros e Otávio Leão Mesquita.

Foi criado o Laboratório de Medicina Experimental, como atividade do Centro de Estudos, com o setor clínico supervisionado por Procópio e com o setor cirúrgico supervisionado por Jorge Dodsworth Martins, onde se desenvolviam estudos clínicos e técnicas cirúrgicas em animais. Aqui muitos trabalhos da endocrinologia foram realizados e publicados.

O setor de Endocrinologia e Metabologia era integrado por Athos Gomes de Freitas, Adelina Vilela de Souza, Bento C. Coelho, J. Procópio do Valle e Wilson Rodrigues Batalha.

Em 1956 Procópio promove a 1a. Semana do Diabético, nas dependências do então Ministério da Educação, no Castelo, no centro do Rio. A proposta foi uma ação educacional da população e o rastreamento de diabetes oculto. Juntamente com Francisco Arduíno, em 1957 fundou a Associação Carioca de Diabéticos, buscando auxiliar aos diabéticos, orientar a população quanto à prevenção, e estimular a cooperação entre os diabéticos e seus médicos; hoje presidida por Isaac Israel Benchimol e, anteriormente, por Ingeborg C. Laun.

Procópio publicou em 1965 o livro de educação para diabéticos: Viva em paz com o seu Diabetes. Hoje em terceira edição. Traduzido para o espanhol em 1966, no Uruguai. Em 1970 tornando-se Professor Titular de Endocrinologia, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, deixou o H.S.E..

Bento Coelho, na volta dos Estados Unidos, criou um ambulatório especializado em Patologia Tireoideana, às terças-feiras, iniciando o uso do radioiodo. Este ambulatório tornou-se, com o Dr. Bento, um Centro de referência para o uso do radioiodo em todo o Rio de Janeiro, onde se ensinava como orientar e cuidar da patologia tireoideana. Dr. Bento passou a ser o responsável pelo setor de Endocrinologia. Durante vários anos acumulou esta função com a missão de coordenar todo o trabalho do Serviço de Clínica Médica, como Chefe de Clínica, designado por Theobaldo Vianna. Publicou uma monografia, Coma Diabético, em colaboração com Ingeborg Laun e Fábio C. Morínigo, em 1969.

O Dr. Bento realizava um visita coletiva, às sextas-feiras, nas enfermarias, onde não só se aprendia como se comportar na orientação de uma patologia endócrina, mas também como se realizar semiologia em um paciente, necessária para uma orientação clínica completa. Visita com a participação de todos os residentes do Serviço de Clínica Médica.

Nesta época estabeleceu-se um Protocolo para o uso do iodo radioativo no tratamento do câncer de tireóide, com a participação de cirurgiões, de clínicos e da medicina nuclear do H.S.E., da U.F.R.J., e do INCA, coordenado por Dr. Bento.

Athos Gomes de Freitas também esteve em estágio de aperfeiçoamento no Mount Sinai Hospital da Escola de Medicina da City University of New York, em 1956 e 1968. Quando de seu último retorno dos Estados Unidos assumiu a Chefia do Serviço de Nutrição do H.S.E. e a Disciplina de Endocrinologia, na Faculdade de Medicina da Universidade Severino Sombra, em Vassouras.

A Endocrinologia possuía um Laboratório de Dosagens Hormonais que se localizava junto a Clínica Médica. O surgimento do radioimunoensaio e as reformas realizadas na estrutura hospitalar levaram a concentrar todas as dosagens no Laboratório Central de Análises Clínicas do H.S.E..

No início da década de 60 o H.S.E. passou a formar especialistas com a Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia, com a duração de um ano, então exigindo o pré-requisito de Residência Médica de Clínica Médica, em 2 anos. O primeiro médico que completou o período de especialização foi a Dra. Selma Machado Vieira, em 1965, que fizera Residência em Clínica Médica nos anos de 1963/1964. Seguiu-se a formação anual de novos endocrinologistas. Houve também o treinamento profissional e científico de alguns médicos como estagiários externos, sob a égide do Centro de Estudos do H.S.E., entre outros, assinalamos a participação de Mário Negreiros dos Anjos.

Inúmeros foram os trabalhos publicados pelos integrantes da Endocrinologia e também a participação nos Congressos e nas reuniões da especialidade.

O Serviço de Pediatria iniciou o Setor de Endocrinologia com o Dr. José Barbosa Neto. Passou-se a um trabalho cooperativo da Endocrinologia Pediátrica e da Endocrinologia e Metabologia da Clínica Médica. Na Pediatria, constituía um outro Setor, Metabolismo e Nutrição chefiado por José Magalhães Carvalho.

O fato da Endocrinologia, estar localizada num Hospital Geral possibilitou um trabalho conjunto permanente com os Serviços de Cirurgia Geral, Ginecologia, Cirurgia Pediátrica e Maternidade, permitindo uma assistência multidisciplinar de boa qualidade.

No início da década de 60, com a colaboração da Priscilla White, da Clínica Joslin e da Harvard Medical School, o Dr. Bento estabeleceu um protocolo para o atendimento das diabéticas grávidas. Em 1978, por ocasião do 13º Congresso Brasileiro de Endocrinologia, em Brasília, tivemos a oportunidade de receber a visita da Dra. Priscila White, Professora Emérita e da Dra. Donna Younger, Diretora da Divisão da Adolescência da Joslin Diabetes Center, que puderam ver como estávamos trabalhando com as gestantes diabéticas.

Na década de 70, a ausência de planejamento da expansão ou da criação de graduação médica, gerou a problemática da deficiência do ensino universitário. Aconteceu a expansão dos Programas de Residência Médica. Na tentativa de ordenação, por proposta da Associação Médica Brasileira e da Associação Brasileira de Escolas Médicas, foi consolidada através a Lei 6932/81 a definição de Residência Médica como modalidade de ensino pós-graduado, caracterizada por treinamento em serviço, coordenado pela Comissão Nacional de Residência Médica (C.N.M.R.), de composição interinstitucional, no âmbito do Ministério da Educação. A lei concede o Título de especialista aos que cumprem os Programas e a regulamentação da C.N.M.R..

O H.S.E. teve autorizado seu Programa de Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia, com a duração de dois anos e pré-requisito de um ano em Clínica Médica. Desde então já se formaram várias gerações de endocrinologistas hoje espalhados pelo Brasil e também no Exterior, em face de Convênio Internacional do Ministério do Exterior Brasileiro com outros países. Os primeiros a concluírem a Residência Médica, em Endocrinologia, nesta nova sistemática em 1983 foram os Drs. Ronaldo Martins da Costa e Piera Sasson.

A partir de 2000 a Residência Médica de Endocrinologia passou a ter a exigência do pré-requisito de dois anos em Clínica Médica, antiga reivindicação, desde a autorização da Residência pela C.N.M.R..
Hoje se encontra em treinamento as médicas residentes: Ana Cristina Gazzaneo Belsito, Cyntia Farias Fernandes, Daniela Zylberberg, Gisele Milagres e Paola Rosado de Souza.

Em 1976 houve a participação de Fábio Morínigo e Ingeborg Laun na redação de capítulos do livro Terapia Intensiva de Antonio Tufic Simão, da Editora Atheneu.

Com a aposentadoria do Dr. Theobaldo em 1981 ascendeu o Dr. Bento à Chefia de Serviço da Clinica Médica até maio de 1987, quando se aposentou.

Tornou-se responsável pelo Setor de Endocrinologia e Metabologia o Dr. Fábio Morínigo, antigo médico residente do Serviço, discípulo do Dr. Jaime Rodrigues e do Dr. Bento Coelho, permanecendo até maio de 1987, quando assumiu a Chefia de Clínica do Serviço de Clínica Médica. Atualmente o setor de Endocrinologia e Metabologia está sob a responsabilidade da Dra. Ingeborg C. Laun, que também foi médica residente do Serviço. A Dra. Ingeborg titulou-se em Mestrado com a Dissertação "Diabetes gestacional", em 1992, na Faculdade de Medicina da U.F.R.J., e doutorou, em 1996, com a Tese "Avaliação da Reserva Funcional da Célula Beta no Pós-parto de Gestantes Diabéticas."

Foto dos Integrantes Setor de Endocrinologia datada de 2000 Confraternização de 2000 - Carlos Antonio M. Rodrigues, Cleíse S. Lima, Ingeborg Laun, Vitória R. Mansur, Gisele Milagres, Vera Aleta Mansur, Sérgio Blumenberg, Fábio Morínigo, Tânia Pereira Mendes, José Martins Fº, Cláudia , Daniela Zylberberg, Cyntia F. Fernandes, Paula Rosado de Souza, Ana Cristina G. Belsito, Fábio , Lea Renaux Macedo, Teresa Cremasco, Isaac Benchimol, Piera Sasson.

Em seus agradecimentos refere: "Ao Dr. Bento Coelho, a quem devo os conhecimentos básicos da Endocrinologia e do tratamento das gestantes de risco." (...) "Ao Corpo Clínico do H.S.E. e, em especial, do Serviço de Clínica Médica, da Endocrinologia, e da Unidade Materno-Infantil, onde se desenvolve este trabalho contínuo e interdisciplinar de atendimento às gestantes de risco. Ao Dr. Fábio Cupertino Morínigo e a Dra. Maria de Fátima Alencar Araripe do Amaral que, na qualidade de chefes da Clínica Médica, sempre me deram seu apoio. À Dra. Tânia Pereira Mendes, comigo envolvida nos dramas, problemas e sucessos no tratamento das gestantes de risco."

(...) "Às Dras. Claúdia Machado Carvalho e Érica Kaltenecker de Queiróz, residentes da Endocrinologia do H.S.E., pelo auxílio na realização das provas funcionais, no levantamento de dados e no acompanhamento das grávidas. Aos médicos que foram residentes da Endocrinologia do H.S.E., sempre interessados e participando ativamente do acompanhamento das nossas pacientes."
Professora Titular de Endocrinologia e também da Clínica Propedêutica Médica, na Faculdade de Medicina da Universidade Severino Sombra, em Vassouras, RJ.
No ano de 1997 publicou o livro de sua autoria "Diabetes Gestacional", pela Editora Revinter, no Rio de Janeiro.

Também se titularam com Mestrado pela Escola de Pós-Graduação Médica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Vera Rooij Mansur e Lorraine Constant Dickstein.

Renato Nunes Esteves, pioneiro da Endocrinologia no Instituto de Endocrinologia da Santa Casa e na U.F.R.J., em 1978, veio chefiar o Serviço de Medicina Nuclear, atuando em íntima colaboração com a Endocrinologia. Em setembro de 1995 Tânia Pereira Mendes assumiu a Chefia de Clínica do Serviço de Clínica Médica.

No ano de 1999, através Convênio do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento do H.S.E., iniciou-se o Curso de Especialização em Endocrinologia e Metabologia, sob a direção da Professora Titular Drª Ingeborg C. Laun e com a colaboração do estafe do Setor de Endocrinologia da Clínica Médica do H.S.E.

Todo ano sempre foi realizado um Curso de Atualização para a clientela interna e externa. No ano de 1993 como Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia, Isaac Benchimol, sob o patrocínio da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do RJ e Sociedade Brasileira de Diabetes, realizou o 1º Simpósio de Atualização Médica em Insulinoterapia.

Nos anos de 1999 e 2000, sob a Coordenação de Isaac Benchimol, Adolfo Milech e Marília Brito Gomes, reuniu-se mensalmente o Grupo de Estudo Multidisciplinar em Diabetes, com a colaboração dos Serviços de Endocrinologia e Diabetes do Rio de Janeiro: H.S.E., H. da Lagoa, H. de Bonsucesso, UERJ, U.F.R.J. e IEDE.

O Dr. Isaac Israel Benchimol assumiu a coordenação do Curso de Pós-Graduação em Endocrinologia e Metabologia, na Cadeira de Clínica Médica do Prof. Mário Barreto Correa Lima, na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO).

O Serviço de Clínica Médica, a partir de 1978 com a criação do Ministério da Previdência e Unificação dos Institutos, recebeu vários colegas oriundos do IPASE Central, na Pedro Lessa, do PAM Mauá e PAM Venezuela, entre eles inúmeros endocrinologistas. Vários médicos transferiram-se para outras Unidades fora do H.S.E. Aposentaram-se recentemente Ivonete Westminster, Nadja Miranda de Oliveira e Stela Maria Ribeiro de Oliveira Kamps.

Atualmente o estafe da Endocrinologia é composto por Cleíse Said Lima, Fábio C. Morínigo, Francisco Sales Ferreira Filho, Ingeborg C. Laun, Isaac I. Benchimol, José Martins do Nascimento Filho, Lea Renaux Macedo, Luiz Fernando Ferreira da Silva Jr., Magda Esteves de Albrecht, Piera Sasson, Sérgio Blumenberg, Tereza Depollo Cremasco, Tânia Pereira Mendes, Vera Aleta Rooij Mansur e Vitória Regina Mansur.

A XXXVIII Assembléia Médica do H.S.E., um verdadeiro Congresso Anual, em outubro de 2000, reuniu profissionais da casa e convidados, inclusive antigos médicos-residentes hoje em destaque no país, em conferências, simpósios e mesas redondas abrangendo as várias áreas do conhecimento dos profissionais da saúde, com a participação de todas as especializações existentes. O tema central foi Diabetes Mellitus. Realização de sucesso que mostrou a pujança científica do H.S.E., e a amplitude da Endocrinologia e Metabologia na inter-relação com todas as áreas.

A realização do 24º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, em novembro de 2000, no Rio de Janeiro, possibilitou a participação da maioria do estafe da Endocrinologia do H.S.E., bem como a participação de alguns no temário oficial e também na apresentação de temas livres. Houve o encontro de muitos antigos médicos-residentes da Clínica Médica e da Endocrinologia do H.S.E. espalhados pelo país. Anotamos: Terezinha Jesus Penha Abreu, Rosina Erthal Villela, Ronaldo Martins da Costa, Maria Fernanda Miguens Castelar Pinheiro, Maria Pessoa de Souza Bitelli, Alberto Aloysio L. de Almeida, Arnaldo Luis L. de Almeida, Ronaldo Ferreira, Adauto de Aquino Guedes, Cláudio Rogério Matias de Oliveira, Heloína Lamha Machado Bonfante, Glória Regina Rigazzi, Érika Kaltenecker de Queiróz, Dora Voss, Márcia Regina Povoa Mangri, Carlos Guilherme Fonseca, Geísa Maria Campos de Macedo, Flávia Guerra, Renato Junger de Oliveira, Lorraine Constant, Cláudia Machado Carvalho, Rosane Kupfer, Aílson Soares Gomes, Daniel Benchimol.

No 24º CBEM foi lançado, em 1a. ed., pela Ed. Guanabara Koogan, a obra: Tratado de Endocrinologia e Cirurgia Endócrina, sob a coordenação dos Drs. Andy Petroaiun, Euclides de Matos Santana, Victor Coronho e Luiz Gonzaga Pimenta, e colaboração de endocrinologistas de todo o país. Nele há um capítulo, "Distúrbios Endócrinos na Gravidez", da Dra. Ingeborg C. Laun.

Referências:

  1. Albuquerque, D. - A endocrinologia no Rio de Janeiro - Endócrino: Informativo do Instituto de Endocrinologia da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro - Abr-Jun 2000.
  2. Fonseca, A. F. - Os grandes enigmas do mundo e do homem. In Júlio Sanderson de Queiróz - Memória da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro num século de vida. Pág. 675-686. Rio de Janeiro. RioArte/MEC, 1986.
  3. Morínigo, F.C. - A inquietude do trabalho médico - 50 anos H.S.E. - Rio de Janeiro, Ed. AACEA, H.S.E., 1997.
  4. Povoa, L.C. - História da Endocrinologia no Brasil. 2a. Ed. Rio de Janeiro, Diagraphic Editora, 2000.
  5. Procópio do Valle, J. - O futuro da SBEM e da SBD - Arq. Bras. Endócrino. Metabol. 42(1); 9-12,1998.
  6. Procópio do Valle, J. - Jubileu de Ouro da SBEM.- Arq. Bras. Endócrino. Metabol. 44(4) Supl. 1; S3-S7, 2000.
  7. Procópio do Valle, J. - Nossa experiência com 83 diabéticos. - Bol. Cent. Est. Hosp. Serv. Est. 1(4); 81-94,1949.
  8. Selye, H. - Pensamentos à margem da Medicina Experimental.- Bol. Cent. Est. Hosp. Serv. Est. 3(5); 93-100,1951.

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