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Souza P R; Milagres G; Zylberberg; D;Blumemberg S; Benchimol; Sasson P; Renaux L; Laun I C.
A Crise Tireotóxica é uma emergência médica, com quadro clínico e complicações decorrentes do excesso de hormônios tireoidianos circulantes. Infecção, cirurgia, trauma, infarto do miocárdio, AVC são os principais fatores desencadeantes desta entidade.
Relatamos caso de paciente do sexo feminino, 24 anos, hipertireoidéia em uso irregular de propiltiouracil há um ano, internada 24 horas após exposição prolongada ao sol, apresentando náuseas, vômitos, astenia, palpitações, e tremores. Mostrava-se hipocorada (++/4), desidratada, febril (39o C), taquicárdica (FC=160 bpm) e hipotensa (PA=90/60 mmHg) , sendo feito diagnóstico de crise tireotóxica. Iniciado tratamento. Durante a internação, várias intercorrências dificultaram o controle da tireotoxicose: por broncoespasmo severo a paciente apresentou insuficiência respiratória aguda, sendo submetida a entubação orotraqueal e à ventilação mecânica; alguns dias após, apresentava-se séptica por instalação de pneumonia hospitalar, necessitando de antibioticoterapia de largo espectro. Em uso de Oxacilina, Ceftazidima, Amicacina, Propranolol, Propiltiouracil (1200 mg) e sintomáticos.
Mantinha-se sempre febril, com queda progressiva do estado geral. Apresentou prurido, rash cutãneo e leucopenia, sendo instituída troca da antibioticoterapia (Imipenem) e suspensão do agente antitireoidiano , com reversão do quadro. Apenas dois meses após a admissão, foi atingida a estabilidade clínica. Administração de dose terapêutica de I 131= 14 µCi. Alta hospitalar prosseguindo controle ambulatorial.
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