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Morínigo, Fábio Cupertino - Médico do Serviço de Clínica Médica do HSE - MS - RJ
"Nada sabe de sua arte aquele que lhe desconhece a história"
GOETHE.
A Medicina tem seu início na escuridão pré-histórica numa mistura de religião, magia e rituais de adivinhações e astrologia. A medicina era uma arte sagrada ensinada no templo. Há indícios de existência de antigas escolas de medicina, instaladas nos templos, que se compunham de um santuário, um bosque sagrado com jardins de plantas medicinais e uma fonte de água. No santuário (Abaton) os pacientes dormiam e durante o sono seriam curados.
As crenças e práticas religiosas mantinham a limpeza como uma condição para as pessoas se apresentarem puras aos olhos dos deuses, e não como uma questão higiênica. Egípcios, mesopotâmicos, hebreus, astecas e outros povos davam valor à higiene pessoal. A doença era o castigo ordenado pelos deuses quando alguém ou algum familiar cometesse pecado.
Os templos, primitivos hospitais, eram dedicados aos deuses e neles os pacientes permaneciam em observação e tratamento, havia exorcismos e receituários supersticiosos destituídos de significado racional que eram inócuos. Historicamente há registros da existência de tais construções no Egito, na Babilônia, na Grécia e na Índia.
Sir William Osler, clínico eminente e notável, apaixonado pela História da Medicina, escreveu que a primeira figura de um médico surgiu das névoas dos primeiros tempos históricos em Imhotep, nobre egípcio da época de 2800 AC, vizir escriba, poeta, arquiteto e médico deificado. Na melhor das hipóteses
Um deus mitológico da cura, da fase mais recente do Antigo Egito, uma dianteira de dois mil anos ao aparecimento dos primeiros médicos gregos.
Na época helênica, 400 AC , um templo de Epidauro, sob a égide de Esculápio filho de Apolo, Asclépio na mitologia romana, apresentava características hospitalares. O galo símbolo da vigilância, e a serpente símbolo da prudência, eram consagrados a Esculápio. Os doentes eram atendidos com banhos frios e quentes. Recebiam mel, cinza, sal e água mineral para satisfazerem as necessidades corporais e também espirituais. Nessa época Hipócrates, que estudou no Asclepium da ilha de Cós, pontificava seus ensinamentos apoiados mais nos fatos do que na fé, tornando-se o pai da Medicina Ocidental. Em Roma, sob a inspiração da Grécia, foram construídas organizações hospitalares do tipo asclepiano durante o império.
Na era cristã Constantino transformou as organizações existentes em hospitais cristãos,
Serviço de Clínica Médica, HSE, MS - Rio de Janeiro abolindo o culto da serpente. Os hospitais passaram a se constituir parte da instituição eclesiástica. Eram casas de repouso para doentes e viajantes cansados, dedicando-se mais ao misticismo e a teurgia. A meta não era a cura do doente, mas a cura da alma merecedora de socorro. Ao longo da rota das expedições militares das Cruzadas houve um surto de construções de hospitais face ao incremento das doenças e da peste mais dizimadora que as espadas pagãs. No 5º e 6º séculos a maioria das grandes cidades do Império Romano possuía hospitais católicos.
Os preceitos médicos de Hipócrates e de outros grandes médicos gregos e árabes foram rejeitados por suas ligações com o paganismo. No entanto esses conhecimentos só não desapareceram por completo, na Idade Média, graças ao trabalho dos monges copistas que transcreveram esses conhecimentos, preservando-os, nos Mosteiros.
Na Idade Média o Hotel - Dieu de Paris, apesar de algumas deficiências, apresentava uma organização semelhante aos hospitais de hoje. Diferentemente do Hotel - Dieu a maioria dos hospitais se caracterizava por total ausência de cuidados higiênicos. Nessa época os hospitais do mundo maometano eram muito diferentes dos europeus. Por volta de 1300 o Hospital de Al-Mansür, no Cairo, possuía enfermarias separadas para doenças graves, ambulatórios e um serviço de assistência social permitindo aos pacientes receberem algum dinheiro, ao deixarem o hospital. O Renascimento possibilitou a reabilitação da medicina e da cirurgia passando os hospitais monásticos a serem substituídos gradualmente por hospitais municipais.
No continente americano o primeiro hospital a ser construído foi no México, em 1524. O Brasil teve seus primeiros hospitais oriundos das Santas Casas da Misericórdia, instituições portuguesas iniciadas em 1498, em Lisboa, pela rainha Dona Leonor de Lencastre, esposa de D. João II. A primeira a ser fundada foi a de Santos, Capitania de São Vicente, por Bráz Cubas em 1540; seguiram-se outras: Vitória, Olinda, Ilhéus, Salvador e a do Rio de Janeiro. José de Anchieta a 24 de março de 1582, para socorrer a tripulação da esquadra de Diogo Flores Valdez atacada pela peste, fundou a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
O Brasil se antecipou, em mais de um século, à inauguração de hospitais no Canadá e nos Estados Unidos. Em 1639 ergueu-se, em Quebec, o Hotel-Dieu-du-Precieux-Sang, e em 1644 o Hotel-Dieu de Montreal, ambos no Canadá. Em 1663 foi construído nos Estados Unidos, em Nova Iorque, na ilha de Manhattan, o primeiro hospital americano, para soldados doentes e para feridos. O primeiro hospital comunitário foi o Pensylvania Hospital, em 1755 na Philadelphia. A cidade de Nova Iorque, teve seu primeiro hospital civil em 1771, quando já contava com cerca de 300 mil habitantes. A criação de hospitais nos EUA. inicialmente foi muito lenta. Somente em 1811 foi inaugurado o Massachusets General Hospital, em Boston.
Na segunda metade do século XIX, graças às influências de Semmelweis, de Pasteur, de Koch, e de Lister, com técnicas de assepsia e uso de anticéticos houve redução acentuada de mortalidade por infecções e também pós-operatória. Nesta época também a participação de Florence Nightingale, criadora do ensino de enfermagem, na Grã-Bretanha, foi de inestimável contribuição para a organização e administração hospitalar. No Brasil o crescimento hospitalar se deu sem nenhuma organização ou planejamento. Em 1727, no sopé do Morro de São Bento, iniciou-se Serviço Hospitalar para atender à Armada e aos que a Fazenda Real obrigasse. Em 1760, com a expulsão dos jesuítas, foi transferido para o Colégio dos Jesuítas, no Morro do Castelo, no Rio de Janeiro, instalando-se ali o Hospital Real Militar.
A Ordem Terceira da Penitência, ao lado do Convento de Santo Antônio, no centro do Rio de Janeiro, mantinha um hospital desde 1653, sendo demolido e transferido para a Tijuca em 1906. Em 1859 foi inaugurado o Hospital da Beneficência Portuguesa, na rua Santo Amaro, na Glória. Em 1852 foi inaugurado por D.Pedro II o Hospício D. Pedro II, na Urca, transformando-se no Hospício Nacional dos Alienados, em 1890, hoje Palácio Universitário do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em 1840 construiu-se um pequeno hospital particular na Gamboa, adquirido pela Santa Casa da Misericórdia em 1853. Ampliado para atender a população face ao surto de Febre Amarela, tornou-se o Hospital Nossa Senhora da Saúde. O imperativo de melhoria do sistema sanitário da metrópole levou à construção do Hospital São Sebastião, destinado ao tratamento de doenças infecciosas, no Caju, inaugurado por D. Pedro II, a 9-11-1889.
A 7 de novembro de 1922 foi inaugurado o Hospital São Francisco de Assis, na Rua Visconde de Itaúna, no Mangue, após ter sido o Asilo de Medicidade, onde se instalara simultaneamente instituto orfanológico, hospital-manicômio, hospício dos velhos, casa de mendigos e depósito de ébrios e vagabundos. Sua Pedra Fundamental fora assentada, em presença da Sra. D. Izabel, Princesa Imperial, então Regente. Após a reforma e sua re-inauguração passou a ser o Hospital Geral de Assistência do Departamento Nacional de Saúde Pública, sede da primeira Escola de Enfermagem da América do Sul, graças aos esforços de Carlos Chagas, recebendo em 1926 o nome de Ana Néri.
No início do século XX, no Rio de Janeiro, a Maternidade de Laranjeiras, hoje UFRJ, foi o primeiro hospital especializado em obstetrícia, onde há o registro do primeiro prontuário em 1904, como história da vida médica do paciente. Conceito de prontuário médico que só em 1918 os hospitais americanos começaram a mostrar a preocupação com a normalização da documentação médica.
No início de 1934 as lideranças do funcionalismo público federal fizeram ver ao Ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, e ao Ministro do Trabalho, Salgado Filho, a necessidade de mais um hospital, uma vez que os servidores civis não contavam com um serviço de assistência. A 9 de maio de 1934, o Presidente da República Getúlio Vargas assina o Decreto 24.217 aproveitando recursos provenientes de sobras de um dinheiro arrecadado do funcionalismo público federal. Tratava-se de um Fundo Especial constituído em 1930, para socorrer e amparar os "sem emprego", o que caracterizava o espírito de solidariedade humana do funcionalismo público federal. O Presidente da República decide aplicá-lo na construção de um hospital, sob a denominação de Hospital do Funcionário Público Federal.
A cessão de um terreno do Domínio da União foi decidida pelo Ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, em área próxima ao cais do Porto, na rua Sacadura Cabral, onde existia uma serraria. Em agosto de 1934, o Ministro do Trabalho, Agamenon Magalhães, autorizou o Edital de Concurso de projetos para o Hospital.
Foi instituída uma Comissão Julgadora presidida pelo Prof. Archimedes Memória, Diretor da Escola Nacional de Belas Artes. Comissão composta pelos médicos Professores Brandão Filho, Annes Dias, Pedro da Cunha e Mário Kroeff, e pelos engenheiros Professores Eduardo Souza Aguiar e Joaquim Cerqueira de Carvalho, figuras expressivas e proeminentes da medicina e engenharia nacional.
Em julho de 1935 foram proclamados e premiados os três primeiros classificados. Coube o primeiro lugar ao projeto do engenheiro Porto d¢Ave, mais tarde modificado por colaboração de Félix Lamela, da Universidade John Hoptkins e da União Panamericana.
A Comissão Julgadora declarou tratar-se de um trabalho que colocava o Hospital, à rua Sacadura Cabral, entre os melhores existentes no mundo. O Prof. Annes Dias explicitou que a execução do projeto era a do melhor hospital da América do Sul. O Prof. Brandão Filho disse: "a concepção técnico-hospitalar é uma perfeição". O Prof. Mário Kroeff acrescentou: "à beleza da estrutura há de corresponder o valor do seu serviço médico."
A 23 de maio de 1937 dá-se o lançamento da Pedra Fundamental do Hospital, pelo Exmo. Sr. Presidente da República, em presença de demais Autoridades. Inicia-se a construção com a instalação de um Escritório Técnico sob a chefia do engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado, autor do projeto de construção.
Toda grande obra sempre provoca contestações e apreciações desfavoráveis. O Hospital que se iniciava com uma nova concepção arquitetônica e uma organização revolucionária, para os padrões da época, não fugiu a regra.
Foi organizada uma exposição minuciosa das obras do Hospital, com fotografias, plantas da distribuição dos serviços nos andares, e nos ambulatórios. Apresentou-se seu histórico e suas finalidades, à comunidade internacional em uma Conferência sobre Hospitais, em Havana, em 1939, e distribuiu-se um livreto com os referidos dados.
Nas memórias de Mário Kroeff lemos: "Dez anos se passaram, sempre à volta com as concorrências públicas para a construção, a fim de ser observado rigorosamente o Código de Contabilidade". "Outro problema surgido foi uma dificuldade para obtenção das verbas orçamentárias anuais, ora concedidas, ora negadas, e tudo isso para não fugir ao ritmo habitual das obras. Por mais de um período orçamentário não houve dotação e os trabalhos da construção estiveram paralisados."
Em janeiro de 1943 o Sr. Mário Moraes Paiva, Presidente do Conselho Administrativo, vem a publico explicar alguns detalhes do edifício do Hospital: existência de salas de conferências, biblioteca,; lavanderia automática, sistema de monta carga, cozinha de grandes inovações. Existência de apartamentos de luxo com jardim de inverno. Enfermarias meticulosamente planejadas para que o sol incidisse, diretamente, apenas por 15 minutos nas 24 horas.
"Será encontrado tudo que a Técnica, a Ciência e a Bondade inteligente possa idealizar para um hospital moderno, buscando o conforto máximo para os doentes; e para os médicos e funcionários a previsão de atendimento às necessidades de um trabalho perfeito e tranqüilo."
Paiva conduziu a reportagem numa visita ao Hospital e aproveitou para desfazer um boato existente: o prédio "havia partido" de alto a baixo. Diante de brechas existentes, nos andares inferiores, explica aos jornalistas: "uma tragédia pode vir. Uma bomba. Uma explosão. Uma desgraça imprevista. Por isso a engenharia fez juntas de dilatação separando o edifício em três partes iguais. Se numa delas ocorrer um desmoronamento, as outras ficarão perfeitamente intactas." Foi essa providência perfeita até ao exagero, que possibilitou o aparecimento do boato, sem fundamento. O prédio é integral. Inovador. Há ainda um perfeito isolamento térmico e acústico, mantendo paz nesta verdadeira cidade.
O Presidente Vargas foi deposto em 29 de outubro de 1945, com ele também destituído o Conselho Administrativo. O Presidente José Linhares assinou o Decreto-Lei a 26 de dezembro de 1945 transferindo para o IPASE o agora Hospital dos Servidores do Estado terminando sua autonomia financeira e administrativa.
Alcides Vieira Carneiro assumiu a Presidência do IPASE em abril de 1947. Nomeou para Diretor do HSE o Dr. Raymundo de Moura Brito, chefe dos Serviços Médicos e Cirúrgicos da Policlínica dos Pescadores, do Ministério da Agricultura, Policlínica da Praça XV, amigo pessoal do Dr. Paulo Lira, Subchefe da Casa Civil da Presidência da República.
Ainda em abril o Diretor do HSE convidou e nomeou como Assistente Técnico o Dr. Aloysio de Salles Fonseca, chefe do Serviço Médico da Universidade Rural
A Portaria 580/47 de 25 de abril de 1947 do Presidente do IPASE, por orientação do Presidente Dutra, delegou, ao Diretor do HSE, poderes para organizar o quadro de pessoal, criando cargos e funções necessárias, bem como para provê-los. Recebeu também do Presidente Dutra a incumbência de inaugurar o HSE no dia do funcionário público, 28 de outubro de 1947.
O Dr. Raymundo passa a cuidar das questões administrativas e financeiras. O Dr. Aloysio Salles da organização médica. Com o prazo de seis meses para a inauguração iniciou-se um verdadeiro esforço concentrado para o final das obras e das instalações. Foi reestruturado o plano das clínicas que se apresentavam como um aglomerado de clínicas individuais, e não como as de um hospital integrado, requisito indispensável a um hospital moderno.
Procurando conhecer a aplicação da organização hospitalar americana moderna promoveu-se uma visita ao Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo, inaugurado recentemente, porém ainda completamente desorganizado. Visitou-se, então, a Santa Casa de Santos, que havia sido reorganizada, e dirigida por Odair Pedroso. Organização inteiramente moldada no estilo americano.
O Dr. Mariano de Andrade, Chefe da Divisão Médica do HSE, permaneceu em visita só um dia, retornando ao Rio. O Dr. Aloysio Salles permaneceu três dias conhecendo os detalhes da organização hospitalar. Não havia residência médica. Teve conhecimento de que toda a organização da Enfermagem fora realizada por D. Rosali Taborda, professora da Escola de Enfermagem Ana Néri, da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Convidou-a para organizar e implantar o Serviço de Enfermagem no HSE. Ela aceitou e passou a residir no 11º do Hospital.
Ainda em abril de 47 e nos meses seguintes foi nomeada a maioria dos Chefes de Serviços escolhidos por Raymundo de Brito, Mariano de Andrade e Theobaldo Vianna. Um chefe foi indicado pelo Presidente da República, o Dr. Luís Torres Barbosa e três chefes pelo Presidente do IPASE e Paulo Lira.
Inaugurado em 28 de outubro de 1947 pelo Presidente da República, Marechal Eurico Gaspar Dutra. Nesta ocasião, no 7º andar foi inaugurada a "Maternidade Carmela Dutra", como homenagem à memória da esposa do Chefe da Nação. Esta data significou um acontecimento inovador na vida médica nacional. Início da aplicação da mecanização das informações em um Hospital, através do sistema Hollerith, processando todas as informações produzidas. Promoção da integração funcional do Serviço de Enfermagem, Serviço Social e Nutrição. E o início da Residência Médica, no país.
O HSE teve sua origem numa concepção docente assistencial. Introdutora do Centro de Estudos organizado na estrutura hospitalar, com Biblioteca e edição de uma Revista Médica destinada a promover o desenvolvimento técnico-científico. Em 1954, distinguido, pela Associação Americana de Hospitais e Colégio Americano de Cirurgiões, com a láurea de classificação como Padrão -A, único na América do Sul. Na época o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e o Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, eram os dois únicos hospitais brasileiros que obedeciam a todos os requisitos de hospitais dos mais adiantados centros médicos do mundo, observando os mais modernos preceitos da organização hospitalar.
Não existiam Hospitais Universitários no país; somente Instituições tipo Santa Casa, um conglomerado de Clínicas com atividades universitárias, em Serviços individualizados e isolados uns dos outros. Uma tentativa de estabelecer um Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina foi realizada, em 1946, com a incorporação à Universidade do Brasil, do Hospital São Francisco de Assis, onde nasceu e atuava a Escola de Enfermagem Ana Néri.
O Dr. Aloysio de Salles Fonseca tornou-se o principal idealizador e executor de inúmeras medidas e providências inéditas. Instituiu o registro exclusivo de cada paciente em Prontuário Único. Papeletas, pedidos e resultados de exames e procedimentos, bem como demais documentos marcados por um número intransferível. O prontuário circulando pelos vários Serviços sem pertencer a nenhum deles. Seu controle, movimentação e guarda centralizada no Serviço de Arquivo e Estatística Médica.
Pela primeira vez criou-se uma sala de informações para o público que além de dar notícias sobre os internados aos familiares, controlava o número de visitantes tanto para os apartamentos quanto para as enfermarias. As roupas de camas eram do mesmo padrão para todas as dependências, inclusive para o apartamento presidencial. Na Maternidade o pai podia aguardar o nascimento de seu filho, vê-lo diariamente no berçário e também visitar sua esposa; fato não comum na época, pois só eram permitidas visitas às 5as. e domingos.
Criaram-se uniformes, por categorias profissionais, desenhados especialmente para o HSE. Para os médicos, foi inovador, o uso de jalecos brancos, calças brancas e sapatos brancos, substituíram os longos aventais, habituais na época, e seu uso era restrito ao ambiente hospitalar. Quem não estivesse uniformizado era penalizado. Fumar, só em áreas restritas apropriadas; não era permitido fumar nos corredores.
Inaugurada com área total construída de 24.558 m2," hoje o complexo hospitalar está instalado em 107.000 m2 de área construída, com 514 leitos de internação em funcionamento, e Centro Cirúrgico com 22 salas. Conta com unidades intensivas e modalidades mais modernas de atenção como hospital-dia e atendimento domiciliar terapêutico. Dispõe de serviços assistenciais em todas as especialidades e realiza procedimentos de alta complexidade e tecnologia de ponta em várias áreas. Dispõe de 186 salas de ambulatório e Centro Cirúrgico Ambulatorial com 9 salas e o Centro de Diagnóstico Ambulatorial, local de procedimentos especiais, com 15 salas. Conta, atualmente com 2.354 funcionários sendo 604 médicos, 846 profissionais de enfermagem além de 179 médicos-residentes.
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