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Souza, K. M.; Silva, E. M., Paes, V. M. C
RELATO DO CASO: R.M.B.S., feminina, 45 anos, natural do RJ, do lar. Procurou o Serviço de ORL, com queixa de obstrução nasal crônica e rinorréia, que se intensificou no início de 1999, ficando mais intensa quando a mesma era exposta à poeira ou pêlos de animais. Ao exame ORL apresentou desvio septal à direita e lesão crostosa à esquerda. Suspeitou-se de corpo estranho em base da fossa nasal esquerda. Foi tentado, em ambulatório, a retirada do referido "corpo estranho". Isso não foi possível, devido a grande resposta álgica da paciente e a impactação do mesmo. A paciente foi preparada para a cirurgia, sendo orientada a fazer tomografia computadorizada para melhor situar a lesão no assoalho e cavidade nasais, avaliando possíveis comprometimentos de seio paranasais e vídeorinoscopia para melhor planejamento cirúrgico. A paciente foi submetida à septoplastia, sendo feita a retirada do rinolito (cone de borracha com 1.5 x 0.5 cm envolvido por tecido calcificado), por fragmentação (usando–se o descolador aspirador), sendo retirado com pinça de Bruennings e levada parte do elemento para análise histopatológica. No pós-operatório foram retirados os Splints nasais e curativos, sendo verificado excesso de crostas em cavidades nasais, as quais diminuiram em 2 semanas. A paciente recebeu alta hospitalar sem queixas obstrutivas e inflamatórias, com um quadro respiratório excelente.
DISCUSSÃ: O Rinolito: Corpo estranho "ignorado" que acumula depósito calcário e se apresenta anos depois como massa pétrea fétida. Tais "massas" aparecem aos Raios X, sendo perfeitamente localizadas com TC e RNM. Podem aumentar de volume com o acúmulo de depósitos calcários através dos anos, fazendo erosões das paredes e assoalho do nariz. Sua remoção parece ser fácil, mas torna-se complicada devido a impactação extremamente firme na cavidade nasal. Como sinais da presença dos rinolitos na cavidade nasal, muitas vezes encontram-se obstruções nasais e rinorréia fétida. Estas podem culminar em rinosinusites, devido à agressão sofrida pela mucosa nasal, sendo um diagnóstico diferencial importante das sinusites crônicas.
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