Você está em: Home >>>> Profissionais de Saúde >>>> Boletim Epidemiológico >>>> Síndrome Respiratória Aguda Grave: a experiência de um hospital geral durante a pandemia de influenza A H1N1
.1Felinto, G.M.;2Pereira, A.G.L.;2Escosteguy, C.C.;2Azevedo, O.P.;2Braga, R.C.C.
.1Residência em Saúde Coletiva/IESC/U.F.R.J.;2 Serviço de Epidemiologia / H.S.E. / M.S. / R.J.
INTRODUÇÃO: Desde o final do mês de abril de 2009 a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) tem notificado casos humanos de infecção por um novo vírus influenza A (H1N1), ocorridos no México e nos Estados Unidos da América. Desde então, a O.M.S. declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), sendo que, em 11 de junho afirmou, em nota, que naquele momento o mundo se encontrava no início da pandemia desta nova gripe. Segundo a O.M.S., até o final de setembro há registro de mais de 340.000 casos confirmados laboratorialmente e 4.100 óbitos em todo o mundo. No Brasil, até a meados de setembro, eram 46.810 casos notificados, sendo 9.249 confirmados e 899 óbitos. Neste mesmo período, o Estado do Rio de Janeiro registrava, segundo o Ministério da Saúde (H.S.E.), 473 casos e 84 óbitos confirmados da nova gripe.
OBJETIVO: Analisar o perfil clínico-epidemiológico dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (ESPII) internados em hospital geral público do Rio de Janeiro durante a pandemia de influenza A (H1N1).
METODOLOGIA: Estudo descritivo a partir da base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação digitada localmente e do monitoramento dos casos internados pela vigilância epidemiológica. Os protocolos de assistência e vigilância seguiram critérios do H.S.E.. Análise através do EPI-INFO 2000.
RESULTADOS: Foram internados no H.S.E. até 15/09/2009, 78 pacientes com ESPII, sendo 62,8% mulheres e destas, 11 gestantes. Em relação à faixa etária, 25,6% eram menores de 2 anos e 7,7% maiores de 60; a mediana de idade dos casos foi 12 anos. Os sinais e sintomas mais frequentes (gráfico 1) foram febre (89,7%), tosse (89,7%) e dispnéia (78,2%). 66,7% apresentaram comorbidades sendo, destas, 30,7% com doenças respiratórias e 15,4% com doenças neurológicas. 16,7% receberam vacina para influenza sazonal e 88,5% utilizaram o medicamento oseltamivir. Em 29,5% dos casos houve necessidade de internação em centro de terapia intensiva e houve 6 óbitos. Em 70 casos houve coleta de swab para o diagnóstico laboratorial da influenza A (H1N1). Até o final da 37ª Semana Epidemiológica havia 29 resultados: 10 positivos para H1N1, 4 positivos para influenza sazonal e 15 negativos. Até o momento, o H.S.E. ainda aguarda o resultado de 34 swabs coletados.
Grafico 1 (A imagem foi colocada em outra página para melhor visualização da mesma).
CONCLUSÕES: Apesar de não ter sido referência para o atendimento dos casos, o H.S.E. também sofreu o impacto da pandemia e teve que organizar uma resposta rápida para o problema. Ressaltamos a parceria do Serviço de Pediatria, que foi o primeiro a discutir a organização interna frente à pandemia. Considerando a relevância desta pandemia e o monitoramento de ESPII ter sido definido pelo H.S.E. como objeto da Vigilância Epidemiológica, conclui-se pela necessidade de realização de estudos que possam contribuir para o enfrentamento deste problema nas diversas esferas, subsidiando o poder público no desenvolvimento de ações embasadas em orientações técnicas e científicas.
Design e Desenvolvimento: Equipe de Desenvolvimento Web do C.P.D.