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Rodrigues, C.S.1,2; Chagas, K.K.F.1,3; Escosteguy, C.C.4; Pereira, A.G.L.4
.1Faculdade de Medicina UNESA; 2Iniciação Científica FAPERJ;3Iniciação Científica UNESA;4Serviço de Epidemiologia/H.S.E./M.S./R.J..
INTRODUÇÃO: A sucessão de epidemias de dengue no estado do Rio de Janeiro tem se associado a maior gravidade e deslocamento para faixas etárias mais jovens. Na epidemia de 2008 o HSE participou da central de regulação de leitos para casos graves.
OBJETIVO: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos casos de febre hemorrágica da dengue (F.H.D.) e dengue com complicações (D.C.C.), nas faixas etárias (C.R.-até 12 anos; ADO-13 a 19 anos; ADU-20 anos ou mais) atendidos no H.S.E. de janeiro a junho/2008.
METODOLOGIA: Utilizou-se a base de dados local do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), complementada por coleta de dados pela vigilância epidemiológica. Foram notificados 435 casos de F.H.D./D.C.C., segundo critérios do Ministério da Saúde. Análise através do EPI-INFO. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa/H.S.E..
RESULTADOS:A tabela 1 mostra a distribuição geral dos casos por sexo, faixa etária, município de residência, forma clínica e internação. A distribuição dos principais sinais e sintomas é resumida a seguir. Febre: C.R.-90,8%; ADO-94,9%; ADU-76,8% (p menor que 0,01). Cefaléia: C.R.-53,1%; ADO-85,9%; ADU-69,1% (p menor que 0,01). Dor retro-orbitária: CRI-13,3%; ADO-37,2%; ADU-40,2% (p menor que 0,01). Dor abdominal: C.R.-45,9%; ADO-44,9%; ADU-29,3% (p menor que 0,01). Mialgia: C.R.-43,9%; ADO-85,9%; ADU-69,5% (p menor que 0,01). Vômitos: C.R.-67,3%; ADO-41%; ADU-35,1% (p menor que 0,01). Exantema: C.R.-28,6%; ADO-15,4%; ADU-17,8% (p=0,04). Manifestações hemorrágicas foram relatadas em 62,8% dos casos, sem diferença significativa entre as faixas etárias. Extravasamento plasmático (qualquer forma) foi descrito em: C.R.-62,2%; ADO-46,2%; ADU-35,5% (p menor que 0,01). Hemoconcentração: C.R.-44,9%; ADO-46,2%; ADU-25,5% (p menor que 0,01). Derrame pleural: C.R.-25,5%; ADO-6,4%; ADU-5,4%(p menor que 0,01). Ascite: C.R.-17,3%; ADO-3,8%; ADU-1,9% (p menor que 0,01). A mediana da menor plaquetopenia foi: C.R.-29.500/mm3; ADO-25.000/mm3; ADU-25.000/mm3 (p=0,02). Houve confirmação sorológica em 61,1% dos casos. História prévia de dengue: C.R.-5,1%; ADO-10,3%; ADU- 20,8% (p menor que 0,01). Ocorreram 6 óbitos, todos em ADU, configurando uma letalidade geral de 1,4% e nos ADU de 2,3%.
| Variável | f | % |
|---|---|---|
| Sexo | ||
| Fem | 214 | 49,2% |
| Masc | 221 | 50,8% |
| Faixa Etária | ||
| Cri | 98 | 22,5% |
| Ado | 78 | 17,9% |
| Adu | 259 | 59,5% |
| Município de Residência | ||
| Rio de Janeiro | 358 | 82,3% |
| Baixada Fluminense | 71 | 16,4% |
| Outros | 6 | 1,3% |
| Forma Clínica | ||
| DCC | 343 | 78,9% |
| FHD | 92 | 21,1% |
| Internação | ||
| 418 | 96,1% | |
CONCLUSÕES: Em relação aos adultos, o quadro clínico da dengue grave nas crianças cursou com maior percentual de dor abdominal, vômitos, exantema e sobretudo, de alterações clínicas relacionadas a extravasamento plasmático. Manifestações hemorrágicas não diferiram segundo faixa etária. Destaca-se ainda a contribuição da vigilância epidemiológica para o maior conhecimento sobre a doença.
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