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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 40 - Editorial

DENGUE 4: O QUE PODEMOS ESPERAR?

    Existe uma relação entre o aparecimento de um novo sorotipo do vírus da dengue com o surgimento de uma nova epidemia?

    No Brasil, a primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1986 na cidade de Boa Vista, em Roraima, onde foram identificados os sorotipos 1 e 4. Então, quando hoje se fala em sorotipo 4 não se está falando em um novo sorotipo que chegou ao país, e sim em um retorno deste sorotipo, que apesar de isolado não se espalhara para outros estados.

    O sorotipo 1 foi identificado na epidemia de 1986 do Rio de Janeiro e é apontado como um dos responsáveis pela atual epidemia. Em nosso estado, no ano de 2010, foram detectados os sorotipos 1, 2 e 3 circulando. Em Magé, onde a taxa de incidência de dengue tem sido muito elevada, os sorotipos 1 e 3 foram detectados. Uma das explicações possíveis para a atual epidemia em alguns municípios é o retorno do DEN-1, devido à existência de muitos suscetíveis entre a população mais jovem. Por outro lado, a ausência de um combate eficaz ao vetor, o mosquito Aedes aegypti, é outra explicação para as epidemias recorrentes da doença.

    O surgimento do sorotipo 4 no Rio de Janeiro é preocupante, porque a população que já teve contato com os outros sorotipos da dengue não está imune ao DEN-4. Historicamente, o surgimento de um novo sorotipo ou o retorno de um sorotipo vêm seguidos de epidemias de grande vulto.

    Mas isso não acontece imediatamente. O fato de identificar-se o sorotipo 4 em Niterói em março deste ano não significa que os casos aumentarão abruptamente nos PRóximos meses. Os principais fatores isso são: em abril começa a estiagem das chuvas seguidas do inverno e o frio que não são propícios para a proliferação do mosquito; para a disseminação do vírus é necessário algum tempo para ocorrer a transmissão de alguém infectado para um mosquito e deste para outro receptor, sucessivamente. Entretanto, o aparecimento de muitos casos nesse momento pode ser um indicativo do que poderá ocorrer no próximo ano. Ainda assim, não é só o aumento de casos que preocupa.

    Outra preocupação relevante é o aumento de casos de dengue grave. As estimativas sugerem que enquanto o número total de casos pode aumentar de 4 a 5 vezes se comparado a este ano, o crescimento dos casos graves pode ser da ordem de 10 vezes ou mais, devido à circulação do DEN-4. Por isso é necessário preparar os serviços de asúde, incluindo os hospitais, para identificar e receber esses casos mais graves que precisarão de acompanhamento e internação.

    Embora o desenho de um cenário realista para o próximo ano seja de difícil definição neste momento, o aparecimento do DEN-4 merece atenção. Historicamente o mês de dezembro tem sido importante para se inferir o que pode acontecer com a incidência de dengue naquele verão. Com base nessas estimativas, uma aceleração dos casos em dezembro seria um indicador bem preciso de uma possível grande epidemia que alcançaria seu pico de casos em março e abril subseqüente.

    Colabore na luta contra a doença: combata os focos do vetor e procure os serviços de saúde ou seu médico em caso de suspeita de dengue. Notifique sempre os casos suspeitos.

 

 

MISSÃO DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA
Contribuir para prevenção e controle das doenças, formação de recursos humanos em saúde e avaliação da qualidade da assistência prestada no H.F.S.E.

VISÃO DE FUTURO
Tornar-se um centro de pesquisa, ensino e avaliação de serviços de saúde.

PRINCÍPIOS
Ética, Transparência, Eficiência, Solidariedade, Probidade e Trabalho em Equipe.

Note que as informações aqui disponibilizadas são de caráter complementar, não substituindo, em hipótese alguma, as visitas regulares ao médico ! Evite a auto-medicação, consulte, sempre, um profissional devidamente capacitado !
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