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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 52 - Editorial

Três décadas de epidemiologia hospitalar

    Foi o primeiro serviço de epidemiologia hospitalar da rede do antigo INAMPS e possivelmente o primeiro serviço de epidemiologia hospitalar no Brasil a incluir atividades além da V.E. dos agravos de notificação compulsória. É pioneiro no país na discussão da integração da Epidemiologia com a prática clínica; na integração de ações de V.E., educação continuada, treinamento em serviço, pesquisa clínico-epidemiológica e avaliação dos serviços; e na formação de recursos humanos em epidemiologia com ênfase em V.E. de base hospitalar. A sua experiência serviu de base para a criação dos núcleos de V.E. dos hospitais municipais e para os núcleos de vigilância hospitalar dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro.

    Com a instituição do Subsistema de Vigilância Epidemiológica em âmbito Hospitalar e da Rede Nacional de Hospitais de Referência (Portaria MS Nº 2.529/04), o H.F.S.E. foi nomeado Hospital Referência nível II em 24/02/2005. Posteriormente, a Portaria M.S. Nº 1.378/2013 regulamentou as responsabilidades e definiu diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde no País, e incluiu entre as ações estratégicas na vigilância em saúde os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (N.H.E.). Houve então uma reorganização do sistema de vigilância hospitalar, e a Portaria M.S. Nº 48/2015 que habilitou os entes federativos ao recebimento do incentivo financeiro de custeio para implantação e manutenção de ações e Serviços públicos estratégicos de Vigilância em Saúde, definiu o H.F.S.E. como Hospital Referência da agora denominada REVEH.

    O serviço participa ativamente da rede nacional de V.E., tendo notificado 55.747 casos de 1986 a 2016, a maioria por busca ativa. A integração dos vários níveis da vigilância e assistência agiliza as atividades clássicas de controle das doenças de notificação compulsória e fornece instrumentos de avaliação da qualidade. O SINAN tem sido uma ferramenta útil no nível local inclusive para avaliação de serviços. O importante papel na capacitação e formação de recursos humanos é evidenciado através do treinamento de 1.835 internos de medicina e 78 residentes até 2016; e pelo fato de que esta experiência tem servido de base para a implantação de diversos outros núcleos hospitalares.

    Entre os desafios que se impõem atualmente está a articulação com as demais comissões que compõem o Núcleo de Vigilância Hospitalar (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar/C.C.I.H., Gerência de Risco, Comissão de Revisão de Óbitos, Comissão de Revisão de Prontuários, Serviço de Saúde do Trabalhador e a Gerência de Resíduos) e o Núcleo de Segurança do Paciente, estabelecendo um espaço multidisciplinar e integrado de vigilância em saúde.

    Comemoramos três décadas de existência com muita luta, apostando no fortalecimento do Sistema Único de Saúde, em prol de um futuro melhor e sem esquecer nossa história. Nesse sentido, prestamos uma homenagem especial ao nosso querido Ricardo Cerqueira Campos Braga, que nos acompanhou desde o início e deixou um exemplo de dedicação, profissionalismo e amizade. Você deixa saudades!

    1Escosteguy C.C, Pereira, A.G.L., Medronho, R.A. Três décadas de epidemiologia hospitalar e o desafio da integração da vigilância em saúde: Reflexões a partir de um caso. Ciênc.saúdecoletiva. 2017, vol. 22, n. 10, pp. 3365-3379.

    

MISSÃO DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA
Contribuir para prevenção e controle das doenças, formação de recursos humanos em saúde e avaliação da qualidade da assistência prestada no H.F.S.E..

VISÃO DE FUTURO
Tornar-se um centro de pesquisa, ensino e avaliação de serviços de saúde.

PRINCÍPIOS
Ética, Transparência, Eficiência, Solidariedade, Probidade e Trabalho em Equipe.