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Sousa, L. M. O.¹, Oliveira, H.A.¹, Ferrari, W.², Almeida, R.L.V.³, Azevedo, O. P.³
¹ Residência em Saúde Coletiva-IESC/UFRJ; ² Comissão de Saúde do Trabalhador-H.S.E.; ³ Serviço de Epidemiologia-H.S.E.
Agradecemos a colaboração da Escola de Formação Técnica em Saúde Enfermeira Isabel dos Santos - H.S.E.
O surto de rubéola que começou em 2006 no município do Rio de Janeiro deflagrou, por parte da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma campanha de vacinação contra este agravo para a população entre 20 a 35 anos em ambos os sexos. No Hospital dos Servidores do Estado (H.S.E.) esta campanha foi organizada pelo Núcleo de Vigilância Hospitalar (NVH) com o objetivo de oferecer proteção aos profissionais de saúde tendo em vista sua situação de exposição e seu papel enquanto transmissor potencial aos pacientes atendidos nas unidades.
Foram aplicadas 229 doses, sendo 217 em
funcionários do H.S.E., nos dias 4, 5 e 6 de julho de 2007, e coletadas, através de uma planilha, informações sobre sexo, idade, cargo, setor onde atua e situação do esquema vacinal. Análise de dados pelo programa Epi Info 3.3.4.
A participação do sexo feminino (66,8%) foi 2 vezes maior se comparado ao sexo masculino (33,2%), e mais da metade dos que foram vacinados (64,1%) estavam incluídos dentro da faixa etária definida como prioridade pelo NVH (de 18 a 35 anos). A faixa etária de 20 a 29 anos foi a que apresentou a maior participação (43,8%).
| Faixa Etária | Sexo | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| % Feminino | % Masculino | % Total | % Acumulado | ||||
| de 18 a 19 | 2,8 | 4,2 | 3,2 | 3,2 | |||
| de 20 a 29 | 41,4 | 48,6 | 43,8 | 47,0 | |||
| de 30 a 35 | 17,2 | 16,7 | 17,1 | 64,1 | |||
| de 36 a 39 | 8,3 | 9,7 | 8,8 | 72,8 | |||
| de 40 a 49 | 17,2 | 15,3 | 16,6 | 89,4 | |||
| de 50 a 59 | 11,0 | 5,6 | 9,2 | 98,6 | |||
| 60 ou mais | 2,1 | - | 1,4 | 100,0 | |||
| Total | 100,0 | 100,0 | 100,0 | ||||
| Fonte : CST - Comissão de Saúde do Trabalhador | |||||||
Também foram analisados dados sobre a situação do esquema vacinal contra a hepatite B e contra o tétano; a figura 1 mostra este percentual de cobertura, tendo sido considerado coberto a pessoa que tivesse, no mínimo, três doses da vacina analisada.
Fig 1. Distribuição dos funcionários vacinados segundo cobertura vacinal, H.S.E., julho 2007
Fonte: CST
Segundo dados colhidos na campanha, 48,8% dos funcionários não estavam cobertos pela vacina contra a hepatite B, e em relação ao tétano 28,6%. Dentre os funcionários que participaram da campanha, 58% dos trabalhadores do serviço de limpeza estavam com esquema incompleto para vacina contra hepatite B, seguidos dos técnicos de enfermagem com 36,4%. Em relação à vacina contra o tétano, 32,3% dos trabalhadores de
limpeza estavam com o esquema incompleto, assim como 16,7% dos auxiliares de enfermagem. Para interromper a transmissão de doenças como a hepatite e o tétano é necessário que seja vacinado o maior número possível da população susceptível, aumentando a proteção dos trabalhadores que estão expostos ao risco. Por isso a importância que cada um mantenha suas vacinas em dia. E o seu esquema de vacinação está completo?
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