O Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias funciona há 14 anos no H.S.E. O DIP cuida de pacientes internos e externos com AIDS, tuberculose, meningite, hepatites, dengue entre outras doenças. Para melhor atender a seus usuários, a clínica está dividida em ambulatório, hospital dia, internação e atendimento domiciliar.
No ambulatório, os pacientes passam por uma consulta de triagem, onde é avaliada a necessidade de cada pessoa e indicado o tratamento. Em caso de infecção pelo HIV, de acordo com a política do município do Rio, o paciente será encaminhado para tratamento em uma unidade de saúde próxima a sua casa. Apenas os casos mais graves são internados.
O DIP oferece um atendimento intermediário entre o ambulatório e a internação, que é o hospital dia. Esse setor funciona de segunda a sexta e recebe pacientes, que precisam ser internados por poucas horas, para realização de exames e tratamentos. Para as pessoas que têm dificuldade de locomoção, necessitam de atendimentos especiais e moram nos bairros do centro, o serviço oferece o tratamento domiciliar terapêutico. A equipe é formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos.
A doença de maior incidência no DIP é a AIDS. A equipe atende cerca de 540 pacientes soropositivos, incluindo gestantes. O laboratório de virologia do HSE foi um dos primeiros da rede pública a realizar teste de HIV. Atualmente, são feitos cerca de 500 exames mensais. Estes são feitos prioritariamente para pacientes internos do HSE ou atendidos pelo ambulatório, para grávidas no pré-natal e para profissionais de saúde que sofrem acidentes com sangue ou secreção.
Há três anos, o DIP mantém o programa de prevenção da transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebê. As gestantes realizam o pré-natal multidisciplinar, sendo atendidas por obstetras, infecctologistas, psicólogos e assistentes sociais. O tratamento é de acordo com as normas do Ministério da Saúde e as pacientes podem participar de estudos e pesquisas científicas.
As consultas ambulatoriais são sempre às quartas-feiras e as pacientes passam o dia no hospital, se submetendo aos procedimentos necessários. Após o parto, o tratamento continua para a mãe e a criança. Com dois meses de vida os bebês são encaminhados para a pediatria. Por ano, são atendidas de 60 a 80 grávidas. O programa, que é referência no município, tem tido êxito. A aplicação de medicamentos durante o pré-natal, na hora do parto e na criança, até seis semanas de vida, reduziu o índice de contaminação para cerca de 4%.
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